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segunda-feira, 1 de setembro de 2008

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Fato é que o Grêmio será o Campeão Brasileiro de 2008. Todo mundo sabe os porquês - o grupo está muito unido, não possui vaidades, blablablá... -, por isso não vou ficar aqui repetindo toda essa ladainha. (Se bem que essa frase tem uma sonoridade! "O Grêmio será campeão brasileiro". Podia repetir, por favor...)

Bueno, mas enganam-se os nossos detratores se pensam que agora aderimos aos pontos corridos. Infelizmente, teremos que ganhar com essa formulazinha insossa. O que tem me feito pensar (sim, eu o faço e eu sei, você não esperava que eu o fizesse) que estaremos lá, como sempre, domingo ou não, faça chuva ou faça temporal, e um belo dia, assim não muito diferente dos outros - exceto pela taça e a volta olímpica -, pronto, cabô.

Não terá o sabor da emoção de se acordar num dia de final de campeonato, sem ter idéia de como se comportarão os nossos soldados, se tremerão diante do inimigo, se lutarão como heróis destemidos defendendo a jaqueta tricolor e sua história. Não. Apenas mais um jogo. Provavelmente o restante do Brasil nem assistirá à batalha derradeira, como já ocorreu com o São Paulo no ano passado.

A metáfora deste campeonato foi criada por ele mesmo: cerveja sem álcool nos estádios. O Brasileirão é uma Liber.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Delay

Na hora em que os nossos amigos da outra ponta da José de Alencar davam adeus a mais uma competição - com já é de praxe - eu comia meu X Cavanhas com ovo e sem salada - também como de costume. O bar estava cheio de colorados. Eu, como não sou muito secador, nem bola. Vez por outra espiava o Sandro Goiano bater nos vermelhos (palavra oriunda de verme, lembre-se), coisa corriqueira para ele, também.

Até que ouço um infeliz gritar: "FEEITOOO!!!", com um radinho nos ouvidos. Era gol do inter. Cerca de cinco segundos depois os outros coitados assistiriam ao gol de seu time pela NET, nos televisores de plasma do Cavanhas. A comemoração foi aquela. Insossa como quase tudo na vida que, por algum motivo, perde um valor indispensável às boas sensações: a capacidade de surpreender.

Confesso que me solidarizei com os pobres. Quase "taquei" uma batata frita na orelha - a que não tinha o radinho colado - do idiota.

Bueno, mas independente da falta de educação de alguns, devo dizer que está difícil mesmo ver jogo fora do estádio. Hoje em dia, mesmo quando estou dentro do Olímpico, acho que alguém com radinho vai gritar gol antes da hora (!).

O que faremos nós apreciadores da imagem e da comemoração uníssona? Assistir aos jogos dentro de casa e com tampões nos ouvidos? Pedir para o Haroldo e o Pedro Ernesto esperarem uns segundinhos antes de soltar o grito?

Este mundo tá perdido mesmo. Até as comemorações de gol...